sexta-feira, abril 30, 2010

   
Uma das maiores programações artísticas já vista em Ceará - Mirim, aconteceu no dia 28/04/2010 no Pargos Clube de Muriu, onde aconteceu o encontro estadual das DIREDs, a senhora Solange foi e está sendo uma das maiores incentivadoras da cultura local, pela manhã a mesma realizou o momento cultural com artista Mané Beradeiro meio dia hora do almoço musica de boa qualidade com a cantora Didé e a tarde encerrou com o ator Múcio Vicente que vendeu aproximadamente 50 DVDs (Fiquei maravilhado com a atenção e o respeito da 5ª DIRED para com os artistas e o público presente foi ao delírio é muito bom ouvir das pessoas frases assim) "Se na minha cidade tivesse artistas assim, era bom de mais" 
Múcio Vicente
Obrigado D. Solange pela oportunidade, com essa atitude cresce asenhora, a instituição e agente juntos!!!!!!!

quinta-feira, abril 29, 2010


 Sou chata? [depende de você]
→ Sou metida? [inveja é triste]
→ Sou feia? [tem quem queira]
→ Sou bonita? [tenho espelho]
→ Me ama? [bom pra nós]
→ Me odeia? [entra na fila]
→ Sou ridícula? [estamos falando de mim ou de você?]
→ Sou educada? [quase sempre e com quem merece]
→ Sou ignorante ? [só com vc ]
→ Sou louca? [eu posso]
→ Santa? [nem tanto]
→ Fácil? [to afim]
→ Difícil? [cai fora]
→ Tenho juízo? [o suficiente]
→ Humilde? [sempre]
→ Modesta? [nem sempre]
→ Pego no teu pé? [sorte a sua]
→ Dei um fora? [não seja brasileiro, cai fora]
→ Boa amiga? [demais]
→ Inimiga? [mais ainda]
→ Eu minto? [você também]
→ Duvida de mim? [paga pra ver]
→ Eu me amo? [muitooooo]
→ Eu odeio? [sinto pena]
→ Sou boba? [com certeza]
→ Sou ruim? [tento não ser]
→ Gostar de mim? [fácil]
→ Gostar de você? [convença-me]
→ Me odeia? [me supere]
→ Tu arrasa? [eu detono

quarta-feira, abril 28, 2010

Robei essa matéria do amigo João André!!!

FUZUÊ


- ONTEM ASSISTINDO A UM DVD PRESENTEADO PELO AMIGO TEATROLÓGO MÚCIO VICENTE, PERCEBÍ O QUANTO É PERCEPTÍVEL O BOM GOSTO DO ARTÍSTA. MÚCIO RETRATA NAQUELE DVD, NÃO SÓ O SEU AMOR POR CEARÁ-MIRIM, MAS ACIMA DE TUDO O SEU AMOR PELA ARTE. ARTE DE ESCREVER, DE REPRESENTAR, DE FALAR, DE VISIONAR, ENFIM, A ARTE COMO UMA CULTURA QUE NÃO SE DEVE JAMAIS RENEGÁ-LA. É UMA PENA MEU AMIGO MÚCIO, VOCÊ NÃO TER O RECONHECIMENTO QUE MERECIA TER NA CIDADE ONDE NASCESTES. ADMIRO O HOMEM INTELIGENTE, COMO REPUDIO OS QUE NÃO SABEM FAZER E NÃO BATEM PALMAS PARA OS QUE SABEM. ME ENTRISTECE, VER DOIS ARTISTAS QUE NÃO ESCONDEM DE NINGUÉM AS SUAS ORIGENS, QUE QUEREM MOSTRAR OS SEUS TALENTOS E NÃO PODEM. NÃO PODEM PORQUE AINDA NÃO LHES DERAM A FERRAMENTA NECESSÁRIA PARA TAL. MÚCIO VICENTE E CRÉSIO TORRES, UM DIA VOCÊS TERÃO UM TEATRO A ALTURA DOS VOSSOS TALENTOS, E COM CERTEZA IRÃO TRIPUDIAR DAQUELES QUE NÃO ENXERGAM UM CENTÍMETRO A FRENTE DOS SEUS NARIZES.

VEM AÍ

terça-feira, abril 27, 2010

Se é pá ri, noi fai ri, tem boquinha não!!!!





Ísse amanhã no encontro da DIRED
Papai vai ta lá tirando uma onda , só num vai ri quem num quizé.
E num frésque não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, abril 26, 2010

Projeto Boca da Noite 6ª Edição

NA PROGRAMAÇÃO DE ONTEM TIVEMOS:
01 - Luluzinha conta conto(Bárbara Nunes e Marcelo Andrade).
02 - Grupo de Capoeira Birimbal e Arte.
03 - Cantor shygeak (MPB).
04 - Palhaço Tito (Impecável).
05 - Clayton Souza (MPB).
06 - Planeta Samba (Pagode de Mesa).
07 - Grupo Odeon (Chorinho)
Exposição dos trabalhos de Fátima pompel, artes plásticas de Cícero Marques e seu irmão o baluarte Júlio e também não poderiamos deixar de lembrar o artista da Cia Louc Arte Jefferson que ministrou uma linda e bastante solicitada oficina de origamy durante toda a programação.
Essa é uma Iniciativa da Associação Cultural Engenho das Artes, Cia. Louc Arte, Conselho Comunitário das Cinco Bocas, Cantare Produções e Fornalha Pizzaria.
Recebemos um Público de 218 pessoas durante toda a noite.
Múcio Vicente.
Fotos Orkut Dr. Múcio Vicente

sábado, abril 24, 2010


"Meu partido É um coração partido E as ilusões Estão todas perdidas Os meus sonhos Foram todos vendidos Tão barato Que eu nem acredito"

quinta-feira, abril 15, 2010

"Morreu Maria Preá"


Desde pequeno que ouvia falar nesse ditado
"Morreu Maria Preá"
Só não sabia o porque?
...................................................
morreu paria preá!!!
Esse ditado famoso
Comecei a pesquisar
Porque fiquei curioso
Depois de revirar tudo
Descobri com muito estudo
E pergunta em banda de lata
Que um padre num interior
Tinha um xamego, um amor,
Um caso com uma beata
.
Bonita e muito formosa
Maria Preá o seu nome
Essa beata fogosa
Do padre tirava a fome
E sempre que ele podia
Com ela, ele se escondia
Pra poderem se agarrar
Mas um dia o sacristão
Flagrou os dois num colchão
O padre e Maria preá
.
E depois dessa orgia
O padre perdeu o sossego
O sacristão todo dia
Alegava esse xamego
Chantageava o vigário
Fazia ele de otário
Ameaçando contar
Deixava o padre com medo
Que vazasse esse segredo
Dele e Maria preá
.
Sem saber o que fizesse
Com o sacristão lhe explorando
Pois tudo que ele quisesse
O padre ia logo dando
Com medo que a cidade,
Descobrindo essa verdade
Ficasse escandalizada
Pediu a Deus uma luz
Pra lhe tirar dessa cruz
Dessa exploração cerrada
.
Até que um dia o vigário
Viajou pra ali pertinho
Foi rezar um novenário
Num município vizinho
Esqueceu de um documento
E notando o esquecimento
Parou no meio da estrada
Deu meia volta e voltou
Mas quando em casa chegou
Ah, que surpresa danada!!!
.
O padre entrando apressado
Na casa paroquial
Viu o sacristão curvado
Em decúbito dorsal
Nu da cintura pra baixo
Por trás dele um outro macho
Numa movimentação
Que o padre, vendo, notava
Que o rapaz encalcava
As fezes do sacristão
.
Assistindo aquela cena
Mas, lembrando do passado
O padre ficou com pena,
E também aliviado
Mas, mesmo com a vergonha
Daquela cena medonha
O padre gritou de lá?
Sacristão, se oriente
Pois, pra nós, daqui pra frente?
morreu maria preá?
Cordel de autoria de: (Itanildo Medeiros) Natural de Angicos / RN

“Agora é tarde Inês é morta!”

Inês é morta!

(Luís de Camões)

Quem nunca ouviu a expressão “agora Inês é morta”, que se diz quando queremos expressar que já é tarde demais? Muitos são os que a dizem, mas são poucos os que conhecem sua origem. Ela vem da triste história da dona Inês de Castro, que viveu em Castela, Portugal, muitos anos atrás…

Inês, camponesa, estava apaixonada por D. Pedro I, príncipe herdeiro do trono, e ele por ela. O príncipe sabia que o pai nunca aprovaria esse amor, então eles o mantinham em sigilo e ninguém sabia explicar como Inês arranjava tantos filhos, mesmo sem ter se casado.
Um dia, o rei Afonso IV chamou o filho ao seu quarto para uma conversa. Disse-lhe que estava na hora dele se casar, pois em breve assumiria o trono. Pedro disse que já tinha um amor, e que só se casaria se fosse com Inês de Castro, a plebéia. Ao ouvir esse nome, o rei disse que seria melhor um reino sem rei, do que uma rainha camponesa, e ambos saíram do quarto ”batendo pé”.
O rei, percebendo que o amor de seu filho era verdadeiro e difícil de se romper, arquitetou um plano em segredo: forjou um crime para Inês e ela foi levada a julgamento com seus filhos agarrados na barra de sua saia, justamente no dia em que D. Pedro viajava. Inês suplicou, usou do argumento de que até aves de rapina têm piedade com suas presas quando são envolvidas as crias, mas não teve súplica que adiantasse, Inês foi condenada à morte. Ali mesmo, dois carrascos enfiaram uma espada em seu pescoço, na frente de seus filhos. Quando o príncipe retornou de sua viagem, encontrou sua amada morta, e esperou paciente o dia em que se tornaria rei…
Dois anos depois, Afonso IV morreu, vítima de uma doença. Pedro assumiu o trono e sua primeira ordem foi que mandassem retirar do túmulo a ossada de Inês, limpassem-na, remontassem-na, e a colocassem no trono, alegando que os dois haviam se casado em segredo antes da morte dela. Se é verdade, não se sabe, mas o fato é que Inês foi colocada no trono e considerada a primeira rainha que o foi depois de morta. Todo súdito de Castela foi obrigado a beijar a mão do esqueleto. Após isso, a falecida foi enterrada novamente. Agora poderia finalmente descansar em paz.
 A segunda grande ordem que Pedro deu após se tornar rei foi que perseguissem os carrascos de sua amada até que eles fossem mortos. Mas não morreriam de qualquer modo. Um deles teria seu coração arrancado pelo peito, e o outro, pelas costas. E assim foi feito. Um deles o rei quis ter a “honra” de matar pessoalmente. Olhou no fundo dos seus olhos e ergueu a espada na mesma hora em que o condenado começava a suplicar: “não me mate, eu só estava cumprindo ordens! Me perdoe!” D. Pedro apenas disse:
“Agora é tarde, Inês é morta”.

terça-feira, abril 13, 2010

A historia de Perseu e Medusa

Arciso, um rico e potente rei da cidade grega de Argo, depois de uma noite de sono agitada, sonhou seria assassinato por um futuro neto e certo que o sonho era uma premoniçao, enviou a sua belissima filha Danae a uma torre feita toda de bronze, onde nenhum homem poderia chegar a fim de evitar que sua filha se casasse e desse a luz ao seu assassino.

Triste, solitaria em meio as suas lagrimas, Danae vivia na torre atè que Zeus, Deus do Olimpo resolve diminuir o sofrimento da bela princesa. Danae que estava em uma das janelas da Torre, fechou os olhos e quando voltou a abri-los ficou estarrecida ante o que viu: Uma chuva de pingos dourados, brilhantes como o sol entrava através da pequena janela e tomava a forma de um homem. Era uma figura majestosa e carregava em sua mão um raio. Dânae percebeu que quem estava à sua frente não podia ser um homem, mas um deus. O ser aproximou-se dela e disse: " Não temas, bela donzela. Sou um deus poderoso e vi o que seu pai fez a ti. Seu sofrimento e resignação me fizeram querer fazer de ti minha esposa". Dito isso, transformou a prisão horrível em um lugar maravilhoso, ensolarado e cheio de flores. A beleza era tanta que fez a torre assemelhar-se aos Campos Elísios. Nove meses depois, para surpresa de Arciso, Danae da a luz a um menino: Perseo.

Convencido que aquela criança nasceu para cumprir a premoniçao, Arciso colocou no mar denro de uma caixa de madeira, sua filha e o pequeno Perseo. Arciso acreditava que assim iria eliminar o perigo nao sabendo que o proprio Zeus em pessoa, o pai do pequeno Perseo, havia protegido a pequena caixa, fazendo com que navegasse docemente pelo mar e guiando-os saos e salvos ate a Ilha de Serifo.

Ditti,um Sabio da Ilha de Serifo, encontrou a caixa e quando abriu, descobriu maravilhado Danae e o pequeno Perseo. E foi sob a proteçao de Ditti, que Danae enfim, reencontrou a paz.

Mas como sabemos, a vida è uma caixinha de surpresa hahahahha

Então, apareceu Polidette, o Rei da Ilha para perturbar a paz de Danae. Polidette se apaixonou por Danae e queria de todo custo esposa-la. O tempo passava e Perseo foi crescendo e se tornando um homem belo, forte e corajoso.

Depois da enessima vez que Danae rejeitou o poderoso rei, ele perdeu a paciencia e descontou toda a sua raiva e frustraçao sobre o pobre Perseo dizendo que Perseo deveria matar Medusa em agradecimento a hospitalidade dada a ele e a sua mae.

Dentro de si, Polidette espera que Danae, para salvar o filho do risco que corria, se casaria com ele, mas isso nao aconteceu pois Perso sabendo que a ordem que havia recebido do Rei, significava uma condenaçao a morte e a aceitou, sem piscar os olhos.

Steno, Euriale e Medusa, eram filhos de uma divindade marinha e de um monstro oceanio, Forco e Ceto. Haviam maos de bronze, asas de ouro e viviam numa Ilha do extremo ocidente. Poseidone havia se apaionado pela belissima Medusa, porem ele ja era casado com uma outra mulher. Poseidone, combinou de encontrar sua amante Medusa no Templo da Deusa Atena, que era sua inimiga, estando certo que ali sua esposa nao os encontraria.

Porem, Poisedone nao se deu conta que Atena havia descoberto sobre o seu encontro com Medusa e transformou o olhar da belissima Medusa em um abraço de pedra. Todos que ousassem a olhar para medusa, eram transformados em pedras. E a pobre Medusa se transformou numa mulher feia com os cabelos feitos de serpentes. Nessas condiçoes, Medusa foi obrigada a se esconder numa ilha no meio do oceano com suas irmas e as serpentes.

Cada vez que algum barco se aproximava da perdida ilha onde estava Medusa, os tripulantes se transformavam em estatuas de pedras. A Ilha era repleta de estatuas e Perseo seria transformado em mais uma bela estatua daquela grande coleçao.

Convencido que a sorte estava com ele, Perseo estava medidando sobre o que poderia fazer e derepente aparece a Deusa Atena bem na sua frente. Atena, com a intençao de fechar sua conta de uma vez por todas com Medusa, ofereceu a Perseo as armas necessaria para combater Medusa, lhe dando entao, uma espada muito afiada, sapatos alados e um capacete que lhe fazia ficar invisivel. Armado, Perseo partiu para sua missao.

Graças aos cavalos a lado, Perseo encontrou rapidamente a toca de Medusa e como usava o capacete invisivel, nao foi visto pelas irmas de Medusa, que estavam dormindo. Pelo reflexo do escudo começou a vasculhar, procurando sinal dos monstros, até que viu Medusa dormindo. Aproveitou e aproveitou essa oportunidade para realizar seu feito.

Aproximou-se de medusa e, tendo seus braços guiados pela deusa Atenas, cortou sua cabeça com a foice de Zeus no exato instante que esta abria os olhos. O grito que esta soltou combinado ao barulho de seu corpo caindo ao chão, acordou suas irmãs. Da cabeça cortada da Medusa saíram dois seres fantásticos: o cavalo alado Pégasos e o gigante Crisaor, ambos filhos de Poseidon. Perseu, porém, colocou sua cabeça na sacola mágica e alçou vôo para fugir da caverna, enquanto as irmãs da Medusa, agora despertas, tentavam ferir o herói. Perseu podia agora retornar ao seu lar, pois havia cumprido o que prometera

Quantos Narcisos você conhece nos dias de hoje?



Narciso
Narciso, após desdenhar os seus pretendentes masculinos, foi amaldiçoado pelos deuses para amar o primeiro homem em que pousasse os olhos. Enquanto caminhava pelos jardins de Eco, descobriu a lagoa de Eco e viu o seu reflexo na água. Apaixonando-se profundamente por si próprio, inclinou-se cada vez mais para o seu reflexo na água, acabando por cair na lagoa e se afogar.
Narcisismo
O narcisismo tem o seu nome derivado de Narciso, e ambos derivam da palavra Grega narke, "entorpecido" de onde também vem a palavra narcótico. Assim, para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza.

segunda-feira, abril 12, 2010

A arte em favor da candidatura de Zé Boló


Ontem por volta das 08h00min no C.E.C. (Centro Esportivo e Cultural) aconteceu um evento intitulado ENCONTRARTE que ora arte, ora esperteza. Meus amigos, caríssimos intelectuais, a arte não ficou para um pequeno grupo de intelectuais em uma sala fechada, essa arte nasceu do povo e ficou para o povo na rua nos bairros, nas comunidades, eu fico doente quando os nossos artistas são usados de má fé!!!
Pra divulgar uma candidatura, tem que se chamar é uma ala moça, um trio de Pé de serra e três Bêbados distribuindo cachaça, não ocupar artistas num momento em que ainda não se pode divulgar política partidária! Todos que participaram deste evento são amigos meu, mas infelizmente tenho que dizer isso, se não a coisa vira bagunça e os nossos artistas têm mesmo é que acordar pra isso, chega de apanhar, ta na ora de parar pra pensar!!! Se você acha que sua arte não tem valor tudo bem, mas não induza outros artistas a compactuar com essa idéia.
Mas o evento foi realizado até às 16h00min com um grupo de artistas selecionados, apesar da ausência de alguns, foram convidados por Zé Boló
Cícero Marques – Distorção em Quânticas
Daniel Torres - Desenho
Viléla - Objeto
Romualdo - Pintura
Ojuara - Escultura
Penha - Artesanato
Santana - Escultura
Júlio Siqueira - Pintura
Tarzan - Pintura
Walther Luz – Pintura
 Luciano Ameba (MPB)
"É possível criticar sem ofender e elogiar sem bajular"
Armando Nogueira

Quantos Edipos você conhece nos dias de hoje?

A história de Édipo
Édipo nasceu em Tebas e era descendente de seu mítico fundador, Cadmos. Seu avô foi Labdacos (o "coxo") e seu pai foi Laios (o "canhoto").
Laios casou-se com Jocasta e teriam sido felizes como reis de Tebas se não fosse um problema: não conseguiam ter filhos. Por essa razão, muito religiosos, foram consultar o Oráculo de Delfos.
No templo, a pitonisa délfica revelou que teriam um filho dentro de pouco tempo, mas que ele estava destinado a matar o pai e casar-se com a mãe.
Eles se alegraram pelo filho. Quando ele nasceu, Laios lembrou-se do oráculo e mandou os servos matarem o bebê.
Levaram-no para uma a floresta, furaram-lhe os pés e o amarraram de ponta cabeça em uma árvore para ser devorado pelos animais selvagens.
Passaram por ali uns pastores de Corinto e o levaram. Deram-no aos reis de Corinto, que também sofriam por não ter um filho. O rei e a rainha adotaram-no como se fosse seu, e lhe deram o nome de Édipo, que quer dizer "pés furados".
Quando cresceu, Édipo começou a sentir-se diferente dos seus concidadãos e foi consultar o Oráculo de Delfos. Aí soube que estava destinado a matar o próprio pai e a casar-se com a mãe. Horrorizado, decidiu não voltar a Corinto, Pegou o carro e foi para bem longe.
Em uma estrada estreita, nas montanhas, encontrou um carro maior na direção contrária. Tentou desviar-se mas os carros acabaram chocando-se de raspão. O cocheiro do outro carro xingou Édipo que, revoltado, o matou. Então o patrão do cocheiro avançou sobre Édipo, que o matou também. E continuou a viagem.
Chegou a Tebas e encontrou a cidade consternada por dois problemas: o rei tinha morrido e um monstro, a Esfinge, estabelecera-se na porta da cidade propondo um enigma. Como ninguém sabia responder, a Esfinge ia matando um por um. Jocasta tinha oferecido sua mão a quem livrasse a cidade desse monstro.
Édipo foi enfrentar a Esfinge. Era um ser estranho, com corpo de leão, patas de boi, asas de águia e rosto humano. Seu enigma: O que é que tem quatro pés de manhã, dois ao meio dia e três à tarde?
Édipo respondeu que era o homem, porque engatinha quando criança, passa a vida andando sobre dois pés mas,velho, tem que recorrer a uma bengala. A Esfinge matou-se e Édipo, casando-se com Jocasta, tornou-se o rei de Tebas.
Tiveram quatro filhos. Os gêmeos Eteócles e Poliníces, Antígona e Ismênia. Foram felizes durante muitos anos. Mas, depois, uma peste assolou a cidade.
Édipo quis ir consultar Delfos, mas foi aconselhado a chamar Tirésias, um velhinho cego e sábio que vivia em Tebas. Este revelou que a causa era o assassino de Laios, que continuava na cidade. Édipo prometeu prendê-lo e matá-lo, mas o sábio revelou que ele mesmo era o assassino, porque Laios era o dono do carro que ele enfrentara.
Jocasta, envergonhada, suicidou-se. Édipo furou os próprios olhos e renunciou ao trono. Cego, precisou ser guiado por Antígona para ir a Delfos. Aí soube que devia ir a um bosque sagrado, em Colonos, perto de Atenas. Ajudado por Teseu, rei de Atenas, chegou lá. Encontrou um lago, onde tomou banho, e uma caverna, onde penetrou depois de mudar de roupa. Entrou na eternidade.